Durante a cobertura do Fórum das Letras, topei com o Marcelino Freire, dos Contos negreiros. Ele se juntou à deslumbrante Fabiana Cozza num recital de poesias intercalado por canto em Cantos negreiros. Um show.
E eu ali, invejando gente negra, porque a cultura negra não se compara com a cultura gay. O arrepio do orgulho de ser negro, ao topar com Cantos negreiros, não se compara com o arrepio de nenhuma parada gay, nenhum show de drag, nada.
Aliás, há muito que a cultura gay não me arrebata. É muito triste.
De qualquer forma, eu ainda sei o que é ser minoria e sentir orgulho de ser minoria. Não há nada mais gostoso do que fazer parte uma.
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